O que é DNS

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Para quem é cliente de uma hospedagem, conhecer alguns conceitos básicos é essencial para resolver pequenos problemas e otimizar os resultados do seu site. Um dos conceitos mais importantes quando o assunto é Web é o DNS, e aqui você irá aprender o que ele é, como ele funciona e tudo que você precisa saber sobre ele para ter uma melhor hospedagem.

O DNS é importante porque é ele que permite o funcionamento da internet através de nomes de domínios. Sem a tecnologia conhecida como DNS seria impossível o acesso a um site simplesmente digitando o endereço dele em nosso navegador. Se ao digitar facebook.com você acessa os servidores da rede social, isso ocorre graças ao funcionamento dos servidores DNS.

O Que é DNS?

A sigla DNS significa Sistema de Nome de Domínio (Domain Name System, em inglês) e é um sistema que tem a função de traduzir os endereços dos sites (URL) em números de IP. O nome de um domínio, como melhoreshospedagemdesites.com.br, é entendido pelo usuário, mas não pelo computador. A máquina precisa de um endereço de IP para acessar o servidor web responsável pelo site, e é aí que entra o DNS.

O DNS é uma camada entre o cliente e o servidor de hospedagem, mantendo atualizada as informações para cada domínio. A solicitação do navegador é interpretada e o Servidor DNS “aponta” para o servidor de hospedagem requisitado.

Imagine se não houvesse os nomes de domínio e tivéssemos que decorar endereços de IP para acessar sites? Além de muito trabalhoso, cada vez que a aplicação mudasse de servidor teríamos que reaprender o endereço. Por isso, o DNS funciona como uma “abstração” dos dados de endereço do site, para que este chegue de uma maneira mais inteligível ao usuário.

Como funciona o DNS

O DNS opera através de diversos servidores web espalhados pelo mundo. Esses servidores nada mais são do que imensos bancos de dados com as informações sobre os domínios e IP’s. Funciona assim: quando você digita um endereço no seu navegador, ele faz uma requisição ao servidor DNS para resolver o domínio. Se o servidor não tiver a informação, ele se comunica com outros que possam ter os dados solicitados. Para entendermos melhor o funcionamento do DNS, vamos primeiramente falar um pouco sobre as Hierarquias e o Cache.

Hierarquia dos Servidores de DNS

A internet está repleta de domínios e servidores web espalhados por todo o globo. De forma que, para agilizar a resolução do nome de domínio, existe uma hierarquia de servidores DNS. Os principais servidores são: Servidor Raiz, Servidor do Provedor de Internet, Servidor TLD e ccTLD e Servidor Autoritativo.

  • Servidor Raiz (rootserver): Este é o servidor que está no topo da Hierarquia DNS. O servidor raiz tem a função de fazer a primeira análise da requisição e indicar qual o “caminho” a ser seguido para encontrar o servidor DNS solicitado. Atualmente, a internet conta com 13 rootservers, o que possibilita que o serviço esteja sempre disponível;
  • Servidor TLD e ccTLD: São servidores DNS que diferenciam o nome através do domínio de nível de topo, que são os sufixos finais do endereço do site (“.com” ou “.br”). Esses servidores apontam para outro, responsável por cada uma das diferentes terminações;
  • Servidor do Provedor de Internet: É o servidor DNS da sua empresa de Internet (Vivo, Claro, Oi…). Eles são os primeiros a serem consultados, de forma que se eles já tiverem a informação do DNS e seu IP correspondente, será bem mais rápido resolver a requisição;
  • Servidor Autoritativo: É o servidor DNS que tem autoridade sobre aquele domínio, ou seja, é o responsável por fazer os apontamentos para os servidores da hospedagem do site.

Cache DNS

Embora a consulta dos servidores DNS por Hierarquia agilize o processo, essa pesquisa ainda leva tempo. E, como sabemos, velocidade é fundamental na internet. É justamente para otimizar essa consulta que existe o Cache DNS.

O Cache é uma memória de acesso rápido, e dentro do servidor DNS ela possui a função de armazenar os dados de domínios requisitados com maior frequência. Isso diminui muito o tempo de resposta das aplicações.

Os servidores DNS dos provedores de internet possuem um Cache que armazena os dados dos sites mais visitados. Imagine que você acesse uma página nova e o servidor do seu provedor resolva o DNS do domínio. Ele então guarda essa informação na memória cache para que futuros visitantes do site tenham um tempo de resposta mais rápido.

Se o IP do servidor já está no Cache DNS, o servidor não precisa fazer toda a consulta desde o rootserver, facilitando muito o processo.

A memória cache do servidor DNS guarda cada uma das informações por um período de tempo, conhecido como Time to live (TTL, Tempo de Vida, em português). Essa medida tem o intuito de manter as informações sempre atualizadas. É por isso que às vezes é preciso esperar a propagação dos dados de DNS inseridos na hospedagem.

Atualmente, os servidores DNS também armazenam os resultados negativos, ou seja, nomes de domínio errados sem correspondência, por exemplo. O trabalho do Cache DNS tira um pouco da demanda dos demais Servidores DNS, deixando-os livres para consultas novas.

Funcionamento do DNS Passo a Passo

Agora que já conhecemos as principais informações sobre os Servidores DNS, vamos esquematizar passo a passo como funciona a resolução de um nome de domínio.

  1. O Usuário insere o nome do domínio no navegador e envia a solicitação ao servidor DNS do Provedor de internet;
  2. Ao receber a requisição, O servidor DNS do Provedor primeiramente procura os dados de IP em arquivos salvos em seu sistema operacional, conhecidos como filehosts;
  3. Caso não consiga resolver nos filehosts, o Servidor consulta a memória Cache. Se houver na memória uma resposta para a requisição, o provedor irá informá-la ao usuário, resolvendo de antemão a solicitação;
  4. Se o servidor DNS do provedor não encontrar resultados, ele irá enviar a requisição ao Servidor Raiz. Por sua vez, o RootServer indica qual o Servidor TLD ou ccTLD é responsável por aquele domínio de acordo com a sua extensão;
  5. A requisição chega ao Servidor da entidade administradora do domínio, como o Registro Br, no Brasil. Esse é o que denominamos Servidor Autoritativo, que nada mais é do que o servidor que tem autoridade sobre aquele domínio, e é responsável por apontar o endereço de IP da hospedagem do site;
  6. Por fim, a solicitação do usuário encontra o servidor de hospedagem, fornecendo ao navegador do cliente as páginas do seu site ou outras informações, de acordo com a configuração das Zonas DNS.

Zonas DNS

Dentro do assunto hospedagem de sites, um dos conhecimentos mais importantes para o usuário é o funcionamento das Zonas DNS. Tratam-se de registros que apontam para diferentes áreas do seu domínio.

A principal função dos registros de DNS é apontar a aplicação para zonas como e-mail, subdomínios, páginas principais e sites externos.

As Zonas ou Registros DNS são configuradas diretamente no servidor de Hospedagem, e as melhores empresas possuem um painel de controle (como o cPanel) para que o cliente possa gerenciar as informações.

Para ficar mais fácil de entender, vamos conhecer os principais Tipos de Zonas DNS e como elas funcionam.

  • A: O registro “A” tem a função de apontar diretamente para um endereço de IP. Todos os domínios possuem um registro A chamado “@”, que determina qual será a resposta do seu domínio quando ele for solicitado de maneira direta;
  • CNAME: Os registros do tipo CNAME funcionam como “nomes alternativos” (alias) para outro domínio.  Sua principal função é redirecionar para subdomínios, como blog.meusite.com.br. Um CNAME muito importante a ser configurado na hospedagem é o “www”, que garante que o usuário encontre seu site quando digitar o “www” antes do seu nome de domínio;
  • MX:  Contém os apontamentos para o servidor de e-mail utilizado pela aplicação, e responde às requisições de mensagens eletrônicas feitas para @seudominio.com.br. Essa zona DNS é muito útil quando você tem um site em um provedor de hospedagem, mas utiliza e-mail de outro servidor, como os do Google, por exemplo. Fazendo as configurações corretas você poderá receber os e-mails que forem enviados para o seu domínio através do Gmail;
  • AAAA: Similar à Zona “A”, mas é voltada apenas para registros de IPV6;
  • TXT: Esse tipo permite o apontamento livre do domínio para outros hosts através de um texto puro;
  • NS (NameServer): Aponta para a entidade que tem autoridade sobre o seu domínio, onde devem estar realizadas suas configurações de DNS. Geralmente, o direcionamento é feito para a empresa de registro do domínio.

Conclusão

Conhecer o conceito de DNS e as principais características do seu funcionamento é importante para quem quer ter uma melhor hospedagem. Afinal de contas, saber como os servidores se comportam “por baixo dos panos” é uma forma de conhecer melhor sua aplicação.

Além disso, realizar os apontamentos corretos dos registros de DNS é fundamental para que as pessoas consigam encontrar seu site, enviem e-mails e visitem seus subdomínios. Com as informações que você aprendeu neste artigo, será possível configurar e atualizar as Zonas DNS da sua hospedagem e evitar problemas relacionados ao assunto.